My Stick Family from WiddlyTinks.com




Fase do É meu! É meu! É meu!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Há alguns meses me deparei que o Francisco entrou na fase do é meu, é meu... Não querendo dividir seus brinquedos e se achando o dono de tudo.

 

Fui atrás de informações de como lidar com isso, como explicar da melhor maneira que ele deve sim emprestar seu brinquedo, assim como acontece quando ele vai à casa de algum amiguinho e quer o brinquedo dele, e o mesmo cede. Pois dividir pode ser multiplicar e onde cada um compartilha seus brinquedos ambos acabam tendo mais opções de brinquedos e diversão. Mas não é uma tarefa fácil não, pois nem sempre ele aceita emprestar.

 

E também mostro a ele como ele se sente quando quer o brinquedinho do amigo e o amigo não quer emprestar, ele chora e fica chateado.

 

Adotei a postura de me abaixar para ficar na altura dele e olhar direto nos olhos, podendo assim ser o mais clara possível na explicação e também obter a atenção dele.

 

Conversando, algumas pessoas me dizem que ele é assim, pois não vai à escolinha, convive pouco com crianças já que fica em casa com os avós. Posso concordar até certo ponto que o convívio de crianças ajude, mas não quer dizer que seja de fato isso que mude a visão da criança em relação a tudo ser dela, pois tenho exemplos de amigos e familiares que tem seus filhos na creche e passam pelo menos problema.

 

E pesquisando na internet achei a seguinte matéria, que me esclareceu alguns pontos:

 

A matéria que segue abaixo:

 

É meu! É meu! É meu!

 

CALMA, SEU FILHO NÃO VAI VIRAR UM TREMENDO EGOÍSTA SÓ PORQUE NÃO QUER EMPRESTAR OS BRINQUEDOS MAIS QUERIDOS. LEVA TEMPO APRENDER A PARTILHAR

 

DIVIDIR NÃO É UMA OPERAÇÃO QUE AS crianças aprendem rapidamente. E isso não tem nada a ver com egoísmo. Faz parte do desenvolvimento delas. Para poder compartilhar, primeiro seu filho precisa entender que ele e o mundo não são a mesma coisa. Depois, ele tem de ter certeza de que seu lugar está garantido, na família, na casa... Tendo segurança do seu espaço e pertences, fica mais fácil. E, finalmente, tem de saber que emprestar aquele brinquedo não significa que o perdeu para sempre. O caminho é longo. O processo começa com a demarcação do espaço da criança. "Ela precisa ter seu lugar para dormir, que não é na cama do casal, precisa ter seu tempo com atenção exclusiva, mas também saber que a mãe não é só dela", explica a psicóloga Letícia Musolino, filha de Alina, do Espaço de Palavra.

O nascimento de um irmão é uma etapa importante. Agora, o colo da mãe deixa de ser exclusivo. "A criança começa a dividir seu espaço e seus amores", explica a psicóloga Lourdes Brunini, mãe de Mariana, Paulo, Renata, e Barbara, psicóloga e diretora-presidente da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo.

A entrada precoce na escolinha apressou as coisas. Hoje, muitas crianças são aceitas no maternal já com 1 ano e meio. Ainda assim, é só lá pelos 3 anos, quando passam a ter domínio do próprio corpo, que os pequenos começam a ter mais condições de compartilhar.

"Para poder dividir uma bola, é preciso saber chutar. E para chutar é preciso ter equilíbrio, controle sobre si mesmo", diz Lourdes. A possibilidade de trocar com os outros só está mais internalizada lá pelos 4 ou 5 anos. É aí que as crianças passam a pedir companhia para brincadeira. Ainda assim, falar em egoísmo nessa faixa etária não tem o menor cabimento, pois o senso ético, a diferenciação do certo e do errado acontece bem mais tarde, próximo dos 9 anos. "A criança é egocêntrica, mas não egoísta. Acredita que o mundo só acontece porque ela existe, por isso é tudo 'meu′, ′meu′, ′meu′", diz.

Mesmo assim, você pode ajudar seu filho a aceitar emprestar o carrinho para o amigo, claro. Primeiro, dando o exemplo, básico. Mostre que você empresta suas coisas para o papai e vice-versa. Depois, reforçando a autoconfiança dele e dando-lhe oportunidades de conviver com outras crianças. À medida que se sentir mais à vontade com os outros, pode aceitar emprestar seus brinquedos sem sentir que sua integridade está ameaçada. Se ele resiste e a recusa já virou motivo de choradeira, o melhor é retirar o brinquedo da discórdia de cena. E, da próxima vez, quando ele ceder o carrinho ao amigo sem você nem ter precisado interferir, elogie bastante. A gente começa a construir um mundo mais solidário desde o berçário, mas tem de ir com calma.

 

CONSULTORIA

Letícia Musolino, psicóloga do Espaço de Palavra, que procura democratizar o atendimento psicanalítico. Tel. (11) 3288-3495

Lourdes Brunini, psicóloga, com especialização em psicologia clínica e psicoterapia e diretora-presidente da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo, co-autora de Como Entender e Criar seu filho para a Vida, Ed. Áurea.

 

Fonte: Site da Revista Pais e Filhos

 

::::::::::::  E vocês? Também estão passando por essa fase? Se já passaram como contornaram a situação? Quem ainda não passou o que acha?

 

Por favor, opinem!!!!

 

Beijos

 
posted by Vivi a mamãe do Francisco e da Giovana at 8/13/2009, |

1 Comments:

  At 18 de agosto de 2009 05:15 Anonymous Anônimo said:
Adorei a matéria e veio em boa hora. Isa também fica assim com as coisas dela mas tento conversar. Temos um vizinho da mesma idade dela e brigam pelos brinquedos de vez em quando.
Beijos para vocês